quinta-feira, 4 de abril de 2013

Talvez a próxima Guerra Civil





A ÚLTIMA GUERRA QUE O BRASIL PARTICIPOU FOI A MAIS DE 70 ANOS. MAS OS BRASILEIROS TEMEM A AGRESSÃO DE UMA POTÊNCIA ESTRANGEIRA.

50% temem que Brasil seja atacado por causa da Amazônia, diz Ipea.

A primeira edição sobre Defesa Nacional do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) foi divulgada nesta quinta-feira, 15, durante coletiva pública na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. O SIPS ouviu 3.796 pessoas, em 212 municípios brasileiros, sobre quatro temas: percepção de ameaças; percepção sobre a Defesa Nacional e as Forças Armadas; poder militar do Brasil e inserção internacional; e Forças Armadas e Sociedade.



 

A margem de erro é de 5%, informou o Ipea, instituto vinculado à Presidência da República.
Os dados compilados nesta primeira parte da pesquisa são relativos à percepção sobre ameaças e revelam, entre outros pontos, quais são as principais ameaças identificadas pela população brasileira (crime organizado, guerra, terrorismo, etc.) e a opinião da sociedade sobre a possibilidade de agressão militar estrangeira por interesses na Amazônia e no Pré-Sal.
A pesquisa mostrou também que 34% dos entrevistados temem que o Brasil entre em guerra com outro país. Quando indagado sobre os países que representam ameaça, a maioria (37%) citou os Estados Unidos. O país, porém, foi também o mais citado (32%) como possível aliado.

Amazônia e Pré-Sal
De acordo com Fracalossi, outra revelação importante do SIPS é a noção disseminada entre os entrevistados de que é real o risco de alguma agressão estrangeira nas próximas duas décadas, provocada por interesses em áreas estratégicas como a Amazônia e o Pré-Sal. 50,2% acreditam muito ou totalmente em uma ameaça estrangeira à Amazônia. Em relação ao Pré-Sal, 45,5% acreditam muito ou totalmente e 17,6% razoavelmente.



Postado por Arthur Alves as 12:53 


Guerra Civil




Guerra civil, ou guerra interna,  vem do latim  “bellum civile”, que foi criado em referência as inúmeras guerras civis da República Romana, e caracteriza-se pela luta armada entre grupos organizados dentro de um mesmo Estado, que pode ser uma nação ou república. Raramente uma guerra civil acontece entre dois países que foram criados pela divisão de um Estado que antes estava unido.
O objetivo da guerra civil  é assumir o controle do país ou de uma região específica, conseguindo sua independência ou para mudar as políticas do governo, onde geralmente suas causas são a ganância pelo poder e para combater injustiças.
Uma guerra civil é um grave conflito que pode envolver forças armadas regulares organizadas e que, geralmente são responsáveis por um grande número de vítimas, principalmente, mulheres, crianças e idosos, além de consumir somas imensas de dinheiro.
As guerras civis após a Segunda Guerra Mundial transcorreram por um período não maior que quatro anos, porém o número de conflitos tem aumentado, e o número de mortos desde 1945 já é superior a 25 milhões de pessoas, ocorrendo também por consequência delas a migração forçada de milhões de indivíduos.
As principais guerras civis foram as da Birmânia atual Mianmar, da Uganda e Angola, do Camboja sem contar com os conflitos na Irlanda do Norte, um conflito religioso e principalmente a luta do Congresso Nacional Africano no Apartheid na Africa do Sul, que teve á frente Nelson Mandela.
No Brasil, as mais importantes foram a Guerra dos Farrapos, que transcorreu de 1835 a 1845 entre rebeldes, liberais farroupilhas e as tropas do Império Brasileiro, e também a a Guerra dos Canudos, que aconteceu de 1896 até 1897, liderada por Antonio Conselheiro.

Fonte:   http://www.significados.com.br/guerra-civil/

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Festival de Palmeiras Inhotim







De 29 de março a 07 de abril o Instituto Inhotim irá promover o I Festival de Palmeiras, aproveitando o período de frutificação destas árvores. A programação inclui circuito temático pelas espécies do Inhotim, curso de jardinagem para iniciantes e uma gastronomia especialmente desenvolvida para o Festival que inclui a venda de artigos como açaí, palmito e água de coco. Além disso, as palmeiras da loja botânica do Inhotim estarão com preços especiais durante todo o festival.

O Festival pretende destacar os aspectos únicos, diferenciados e peculiares das palmeiras do Inhotim, por meio de experimentações que possibilitem o contato com as diversas espécies de existentes no Instituto, bem como seus diversos usos e pontos de partida para experimentações na arte contemporânea e gastronomia, além de possibilitar o aprendizado e o conhecimento de suas espécies e cultivo ornamental.

Atualmente, a coleção de palmeiras do Jardim Botânico Inhotim é uma das maiores do mundo, com cerca de 1.000 espécies e variedade.

Biocombustível de 2ª geração está na rampa de decolagem


Na fronteira entre a ciência aplicada e a produção comercial efetiva, o Brasil tem poucos destaques. O etanol certamente é o mais conhecido internacionalmente. E o país tem tudo para se destacar também na segunda geração desse biocombustível renovável. Trata-se do etanol lignocelulósico, mais facilmente entendido como etanol do bagaço da cana.

Como na década de 1970, quando o álcool chegou às ruas no Brasil, nos últimos anos também vários centros de pesquisas com apoio financeiro privado – desta vez inclusive de players mundiais - estão desenvolvendo tecnologias de produção do carburante mais avançado.
No estágio atual, os trabalhos se concentram em tornar mais eficiente e barata a produção do etanol do bagaço. Mais produtivo que o outro ele é porque as fibras contêm maior teor de açúcares do que no xarope tradicional, segundo a unanimidade dos especialistas, porém sua produção ainda esbarra nas características da lignocelulose: composto químico muito “duro”, que precisa ser “quebrado” em escala industrial.
“O processamento industrial já é conhecido, mas agora precisamos aperfeiçoar a metodologia para torná-lo mais barato”, explica a pesquisadora Maria Aparecida Silva, da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp. O que poderá dar as respostas econômicas em caso positivo das buscas científicas, o que já é vislumbrado a curto prazo por empresas e unidades de pesquisas como o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
Mesmo com a euforia brasileira com o futuro do Pré-Sal, bem como novas descobertas pelo mundo, o petróleo continuará sendo caro e sempre sujeito a um choque de preços por conta das crises políticas internacionais.
O biocombustível de segunda geração chegará ao consumo partindo da mesma base produtiva da cana de açúcar, portando sem necessidade de aumento da área plantada, e ainda sem concorrer com o etanol convencional, que é extraído do xarope. Extraído do bagaço e até da palha, também não concorre com a produção de açúcar (também do xarope), produto que acaba priorizado pelas usinas quando a demanda internacional é alta e os preços internos do etanol estão baixos. No máximo a concorrência direta é com o uso da fibra para geração de energia elétrica.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Arte: Rivane Neuenschwander

Em suas instalações, fotografias, objetos, colagens, vídeos e desenhos, Neuenschwander apresenta aos espectadores aquilo que os circunda, mas que passa quase sempre despercebido. A questão da linguagem é central em sua obra. A artista se utiliza de alfabetos, mapas, calendários e outros códigos de representação verbal e não-verbal. Freqüentemente outras pessoas são envolvidas no processo de elaboração da obra, o que torna ambígua a questão da assinatura/autoria. O próprio público pode ser responsável pela efetivação da obra, durante sua exposição.

sobre salvador dalí


Quem foi 
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha. 
Vida do artista, fases e estilo 
Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expulso desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar.

Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.

A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.
Principais obras de Salvador Dalí:
1922 - Cabaret Scene e Night Walking Dreams
1925 - Large Harlequin and Small Bottle of Rum
1926 - Basket of Bread e Girl from Figueres
1927 - Composition With Three Figures e Than Blood
1929 - O Grande Masturbador
1929 - Os Primeiros Dias da Primavera
1931 - A Persistência da Memória
1931 - A Velhice de Guilherme Tell
1932 - O Espectro do Sex Appeal,
1932 - O Nascimento dos Desejos Líquidos
1932 - Pão-antropomorfo catalão
1933 - Gala Com Duas Costeletas de Carneiro em Equilíbrio Sobre o Seu Ombro
1936 - Canibalismo de Outono
1936 - Construção Mole com Feijões Cozidos
1938 - España 1938
1937 - Metamorfose de Narciso
1937 - Girafa em Chamas
1940 - A Face da Guerra
1943 - Poesia das Américas
1944 - Galarina e Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar
1945 - A Cesta do Pão
1946 - A Tentação de Santo Antônio
1949 - Leda Atômica
1949 - Madona de Portlligat.
1951 - Cristo de São João da Cruz
1954 - Crucificação ("Corpus Hypercubus")
1956 - Natureza-Morta Viva
1958 - Rosa Meditativa
1959 - A Descoberta da América por Cristóvão Colombo
1970 - Toureiro Alucinógeno
1972 - La Toile Daligram
1976 - Gala Contemplando o Mar
1983 - The Swallow's Tail. 
artes 
                           

(guerras civis) Determinantes das guerras civis

Mais do que as guerras entre nações, as guerras civis destroem populações de inúmeros países. Só no século 20, elas resultaram em 134 milhões de mortes, o dobro do provocado por guerras entre Estados. Mas quais fatores podem levar um país a enfrentar um conflito dessa espécie? Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) conclui que questões relacionadas ao meio rural, como crescimento populacional, instabilidade política e concentração de terra e produtividade, podem ser determinantes para deflagrar uma guerra civil. 

Na literatura sobre guerras civis, consta que esse tipo de conflito ocorre geralmente em países pobres, que exportam cerca de 1/3 de seus recursos naturais e cuja independência é recente. Segundo dados do Banco Mundial, aproximadamente 20% da população da África Subsaariana vivia em conflitos civis durante a década de 1990. “O cenário desses combates muitas vezes é a região rural, e os atores dessas revoltas são, em geral, camponeses”, explica o cientista político Artur Zimerman, que desenvolveu a pesquisa no Departamento de Ciência Política da USP em seu doutorado, realizado também na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, onde ficou um ano. 

Para avaliar os fatores que levam esses indivíduos a se voltar contra grandes proprietários ou o Estado, o pesquisador criou um índice para o risco de ocorrência de guerra civil, empregando uma metodologia quantitativa raramente usada por acadêmicos de ciências humanas no Brasil. Para desenvolver esse índice, Zimerman levou em conta o crescimento demográfico, a produtividade e a concentração de propriedades rurais em países majoritariamente agrários. “A cada novo sem-terra e pequeno proprietário que surge, a probabilidade de conflito aumenta 1,52 vezes e cada novo camponês que nasce aumenta essa chance em 1,5 vezes”, destaca. 

Segundo o cientista político, o aumento da produtividade rural pode ser decisivo para reduzir o risco de eclosão de uma guerra civil: a cada cultivo adicional (de produto agrícola igual ou diferente) por hectare, o risco de guerra cai 60%. Com relação à concentração de terra, ele lamenta a impossibilidade de se determinar um índice confiável. “Os dados não são fiéis à realidade. Muitas vezes, o dono da terra coloca a propriedade no nome de terceiros, ou simplesmente não a declara, por exemplo. Conhecemos de perto esse problema aqui no Brasil.” 

A instabilidade política também é um fator fundamental para a ocorrência de guerra civil, na análise do pesquisador. “Cada ponto de instabilidade eleva o risco de conflito em mais de três vezes”, diz. Para mensurar o grau de instabilidade e fazer esse cálculo, Zimerman considerou o índice Polity , publicado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Esse instrumento atribui notas de 0 a 10 em função dos níveis de democracia e autocracia em todos os países desde o século 19. Países que tiveram, de um ano para outro, uma alteração de pelo menos três pontos no Polity , tanto para mais quanto para menos, foram considerados híbridos, ou seja, uma mescla de regime autoritário com democrático. “Em países com esse tipo de regime político, o risco de guerras é maior”, afirma. 

O pesquisador analisou a situação de 147 países com e sem incidência de guerras e reuniu mais de 3.600 conjuntos de dados, referentes ao período de 1969 a 1997, com as variáveis do meio rural usadas no estudo separadas por ano para cada país. Em 50 deles, o número de conflitos durante esses 29 anos totalizou 69 – alguns países tiveram mais de uma guerra civil. O Brasil ficou fora do grupo, já que não houve conflitos civis no período. 

Segundo Zimerman, o Brasil não preenche as características necessárias para levar diferentes grupos internos a guerrear entre si, almejando o poder político central ou a divisão do país. “Nossa renda per capita é alta, embora concentrada, e já não somos um país majoritariamente agrário”, diz. “Além disso, os sem-terra daqui não são revolucionários, só querem um pedaço de terra para produzir e sustentar suas famílias”, avalia o cientista político, que em seu pós-doutorado emprega uma metodologia quantitativa semelhante para analisar a violência agrária brasileira e suas determinantes. 
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                                                                                                                                                                      (Andre Meireles)