segunda-feira, 12 de agosto de 2013


Inhotim é um complexo museológico com sede em um campus de 97 ha, pontuado por uma série de pavilhões que abrigam obras de arte e por esculturas ao ar livre. O surgimento do Inhotim no cenário das instituições culturais brasileiras tem, desde o início, a missão de criar um acervo artístico e de definir estratégias museológicas que possibilitem o acesso da comunidade aos bens culturais. Nesse sentido, trata-se de aproximar o público de um relevante conjunto de obras, produzidas por artistas de diferentes partes do mundo, refletindo de forma atual sobre as questões da contemporaneidade.

Hoje, Inhotim é a única instituição brasileira que exibe continuamente um acervo de excelência internacional de arte contemporânea.

Graças a uma série de contextos específicos, Inhotim oferece um novo modelo distante daquele dos museus urbanos. A experiência do Inhotim está em grande parte associada ao desenvolvimento de uma relação espacial entre arte e paisagem, que possibilita aos artistas criarem e exibirem suas obras em condições únicas. O espectador é convidado a percorrer jardins, paisagens de florestas e ambientes rurais, perdendo-se entre lagos, trilhas, montanhas e vales, estabelecendo uma vivência ativa do espaço.

arte contemporânea

A arte contemporânea  é construída não mais necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.
Esta era da história da arte nasceu em meados do século XX e se estende até a atualidade, insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo ‘fashion’, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural com certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.
Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Em uma atitude metalingüística, o criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para concebê-la, o arsenal imagético ao seu alcance.
Nos anos 60 a matéria gerada pelos novos artistas revela um caráter espacial, em plena era da viagem do Homem ao espaço, ao mesmo tempo em que abusa do vinil. Nos 70 a arte se diversifica, vários conceitos coexistem, entre eles a Op Art, que opta por uma arte geométrica; a Pop Art, inspirada nos ídolos desta época, na natureza celebrativa desta década – um de seus principais nomes é o do imortal Andy Warhol; o Expressionismo Abstrato; a Arte Conceitual; oMinimalismo; a Body Art; a Internet Street e a Art Street, a arte que se desenvolve nas ruas, influenciada pelo grafit e pelo movimento hip-hop. É na esteira das intensas transformações vigentes neste período que a arte contemporânea se consolida.
Ela realiza um mix de vários estilos, diversas escolas e técnicas. Não há uma mera contraposição entre a arte figurativa e a abstrata, pois dentro de cada uma destas categorias há inúmeras variantes. Enquanto alguns quadros se revelam rigidamente figurativos, outros a muito custo expressam as características do corpo de um homem, como a Marilyn Monroe  concebida por Willem de Kooning, em 1954. No seio das obras abstratas também se encontram diferentes concepções, dos traços ativos de Jackson Pollok à geometrização das criações de Mondrian. Outra vertente artística opta pelo caos, como a associação aleatória de jornais, selos e outros materiais na obra Imagem como um centro luminoso, produzida por Kurt Schwitters, em 1919.
Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte Contemporânea ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Refletirsobre a arte é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual.

sábado, 10 de agosto de 2013

Museu de História da Arte de Viena exibe exposição com temática de duetos

Reis e rainhas, direita e esquerda e as duas faces de uma mesma moeda constituem uma constelação de dualismos que a arte registrou durante séculos em diferentes suportes, e que o Museu de História da Arte em Viena recolhe agora em uma mostra intitulada "The Other Half" ("A Outra Metade").
Nesta ocasião, a galeria reúne cerca de 80 peças que percorrem um período de mais de 4.000 anos de história, desde o Antigo Egito até o Barroco, passando por Grécia, Roma e Constantinopla.
"O tema da exposição é dedicado à alucinante diversidade das representações de casais", assinala Sabine Haag, diretora-geral do museu, em um texto publicado pela própria pinacoteca.
Um par de pistolas, um par de armaduras, um par de anéis, um par de brincos, um par de sapatos, um par de esporas... Desde casais de quadros até quadros de casais, tudo nesta exposição remete ao duo e à outra metade.
Um dos temas mais clássicos vinculados ao conceito "casal" é, sem dúvida, o amor, por isso que a mostra apresenta vários objetos e imagens nas quais se pode ver duas pessoas apaixonadas, cenas do casamento e momentos da vida em comum.
É o caso dos bustos do rei espanhol Felipe III (1578-1621) e da rainha Margarida da Áustria (1584-1611), assim como também retratos do também hispânico Felipe, o Formoso (1478-1506) e sua irmã Margarida (1480-1530), filhos do Imperador Maximiliano I de Habsburgo (1459-1519).
Outro dos casais mais conhecidas é Adão e Eva, motivo religioso que ao longo dos séculos foi reinterpretado várias vezes e que o museu apresenta em suas diferentes fases: desde a vida no paraíso até a expulsão do Éden após ter comido o fruto proibido.
Além de temas bíblicos, a mostra também seleciona algumas obras de caráter mitológico, como a "Perseguição de Zeus a Ganímedes" (480 a.C.) e "Europa e o Touro" (330-320 a.C.), duas peças desenhadas sobre cerâmica grega.
No entanto, os casais não se reduzem apenas ao âmbito amoroso: irmãos, amigos, um artista e seu modelo, ou duas pessoas do mesmo sexo também têm cabimento nesta exibição.
Tradicionalmente, o ser humano sempre buscou sua outra metade para se sentir completo, ânsia que, como bem demonstra a famosa galeria de Viena, deixou uma ampla marca em todo tipo de manifestações artísticas.
Mas o duplo nem sempre implica harmonia ou equilíbrio.
Duas rãs enredadas em um furioso combate de esgrima, um par de escopetas para caçar e um encontro fictício entre os filósofos gregos Heráclito e Demócrito, pensadores descritos como opostos, constituem outro tipo de duplas menos convencionais.
Outra obra, intitulada "Velho e Moça" (1530-1540), do alemão Lucas Cranach, retrata a temática da luxúria com um casal desigual, onde um homem de avançada idade tenta seduzir uma jovem enquanto a presenteia com um anel de ouro.
"A cor e a forma (do quadro) são muito especiais, não se pode expressar a pintura com palavras porque, se não, ninguém a pintaria", declarou à Efe um artista que, além de ter visitado a exposição, copiava a obra "Ansegisus e Hl. Bega" (1612-1615) do grande mestre flamengo Peter Paul Rubens.
Esta mostra, organizada por dez conservadores da pinacoteca, faz parte da série "Intermezzo", com a que o museu seleciona diversas obras de todas suas coleções e as apresenta sob uma temática conjunta.
A exposição poderá ser visitada até o começo de setembro e, como "homenagem" a esta seleção de peças, o museu lançou uma tarifa especial para casais na qual podem ser adquiridos dois bônus anuais pelo preço de 55 euros.

Arte em revista: BC europeu vira 'museu do grafite'

Artistas de rua em Frankfurt estão se valendo da crise do euro como fonte de inspiração e utilizando a barreira de segurança em torno do Banco Central Europeu como suas telas.
Esse é um dos destaques do Artes em Revista, a revista semanal de cultura da BBC Brasil.
O projeto, ainda que apresente algumas obras irreverentes, como uma que mostra o presidente do BC europeu, Mario Draghi, cuspindo barras de ouro, conta com o apoio do banco.
A iniciativa está permitindo que artistas amadores e profissionais possam criar seus trabalhos até a conclusão das obras da nova sede do banco.
O programa traz ainda a inclusão de uma escultura de cera do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez ao acervo do Museu de Cera de Cuba, que agora estará lado a lado com nomes como o escritor Ernest Hemingway e o cantor Compay Segundo, do Buena Vista Social Club.
O Artes em Revista fala ainda sobre a edição ''turbinada'' do Festival de Bayreuth deste ano, o tradicional evento dedicado à obra do compositor alemão Richard Wagner. A edição de 2013 celebra o nascimento do compositor, com uma série de eventos.


E, por fim, cinéfilos belgas poderão conferir uma exposição com objetos que pertenceram ao acervo do cineasta italiano Michelangelo Antonioni.

Artista recria obras de arte famosas com pecinhas de plástico coloridas

Crianças e adultos criam cenários para batalhas imaginárias, odisséias espaciais ou a casa dos sonhos com pecinhas de plástico coloridas. Basta paciência e algumas centenas - ou milhares - de peças. Existe uma cultura em torno do brinquedo. Educadores e até artistas se rendem à mania de montar tudo o que a imaginação mandar com os tijolinhos.

O Busto de Nefertite, Van Gogh ou Gustav Klimt são alguns dos artistas que tiveram obras recriadas por Nathan Sawaya com pecinhas de várias cores. Mais de cem esculturas estão em cartaz na exposição ‘A Arte do Tijolo’, em Nova York.

O artista conta que usava meios tradicionais como argila e arame, mas um dia teve a ideia de trabalhar com os tijolinhos coloridos que tanto o divertiam na infância.

As crianças adoram, e o artista vibra com a idéia de apresentar um pedacinho da história para a garotada, por isso reproduziu obras de grandes mestres da pintura.

Link: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/08/artista-recria-obras-de-arte-famosas-com-pecinhas-de-plastico-coloridas.html

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Arte

Arte conceitual
Definição
Para a arte conceitual, vanguarda surgida na Europa e nos Estados Unidos no fim da década de 1960 e meados dos anos 1970, o conceito ou a atitude mental tem prioridade em relação à aparência da obra. O termo arte conceitual é usado pela primeira vez num texto de Henry Flynt, em 1961, entre as atividades do Grupo Fluxus. Nesse texto, o artista defende que os conceitos são a matéria da arte e por isso ela estaria vinculada à linguagem. O mais importante para a arte conceitual são as idéias, a execução da obra fica em segundo plano e tem pouca relevância. Além disso, caso o projeto venha a ser realizado, não há exigência de que a obra seja construída pelas mãos do artista. Ele pode muitas vezes delegar o trabalho físico a uma pessoa que tenha habilidade técnica específica. O que importa é a invenção da obra, o conceito, que é elaborado antes de sua materialização.
Devido à grande diversidade, muitas vezes com concepções contraditórias, não há um consenso que possa definir os limites do que pode ou não ser considerado como arte conceitual. Segundo Joseph Kosuth, em seu texto Investigações, publicado em 1969, a análise lingüística marcaria o fim da filosofia tradicional, e a obra de arte conceitual, dispensando a feitura de objetos, seria uma proposição analítica, próxima de uma tautologia. Como, por exemplo, em Uma e Três Cadeiras, ele apresenta o objeto cadeira, uma fotografia dela e uma definição do dicionário de cadeira impressa sobre papel.
O grupo Arte & Linguagem, surgido na Inglaterra entre 1966 e 1967, formado inicialmente por Terry Atkinson, Michael Baldwin, David Bainbridge e Harold Hurrel, que publica em 1969 a primeira edição da revista Art-Language, investiga uma nova forma de atuação crítica da arte e, assim como Kosuth, se beneficia da tradição analítica da filosofia. O grupo se expande nos anos 1970 e chega a contar com cerca de vinte membros. E Sol LeWitt, emSentenças, 1969, sobre arte conceitual, evita qualquer formulação analítica e lógica da arte e afirma que "os artistas conceituais são mais místicos do que racionalistas. Eles procedem por saltos, atingindo conclusões que não podem ser alcançadas pela lógica".
Apesar das diferenças pode-se dizer que a arte conceitual é uma tentativa de revisão da noção de obra de arte arraigada na cultura ocidental. A arte deixa de ser primordialmente visual, feita para ser olhada, e passa a ser considerada como idéia e pensamento. Muitos trabalhos que usam a fotografia, xerox, filmes ou vídeo como documento de ações e processos, geralmente em recusa à noção tradicional de objeto de arte, são designados como arte conceitual. Além da crítica ao formalismo, artistas conceituais atacam ferozmente as instituições, o sistema de seleção de obras e o mercado de arte. George Maciunas, um dos fundadores do Fluxus, redige em 1963 um manifesto em que diz: "Livrem o mundo da doença burguesa, da cultura 'intelectual', profissional e comercializada. Livrem o mundo da arte morta, da imitação, da arte artificial, da arte abstrata... Promovam uma arte viva, uma antiarte, uma realidade não artística, para ser compreendida por todos [...]". A contundente crítica ao materialismo da sociedade de consumo, elemento constitutivo das performances e ações do artista alemão Joseph Beuys, pode ser compreendida como arte conceitual.
Embora os artistas conceituais critiquem a reivindicação moderna de autonomia da obra de arte, e alguns pretendam até romper com princípios do modernismo, há algumas premissas históricas que podem ser encontradas em experiências realizadas no início do século XX. Os ready-mades de Marcel Duchamp, cuja qualidade artística é conferida pelo contexto em que são expostos, seriam um antecedente importante para a reelaboração da crítica dos conceituais. Outro importante antecedente é o Desenho de De Kooning Apagado, apresentado por Robert Rauschenberg em 1953. Como o próprio título enuncia, em um desenho de Willem de Kooning, artista ligado à abstração gestual surgida nos Estados Unidos no pós-guerra, Rauschenberg, com a permissão do colega, apaga e desfaz o seu gesto. A obra final, um papel vazio quase em branco, levanta a questão sobre os limites e as possibilidades de superação da noção moderna de arte. Uma experiência emblemática é realizada pelo artista Robert Barry, em 1969, com a Série de Gás Inerte, que alude à desmaterialização da obra de arte, idéia cara à arte conceitual. Uma de suas ações, registrada em fotografia, consiste na devolução de 0,5 metro cúbico de gás hélio à atmosfera em pleno deserto de Mojave, na Califórnia.
O brasileiro Cildo Meireles, que participa da exposição Information, realizada no The Museum of Modern Art - MoMA [Museu de Arte Moderna] de Nova York, em 1970, considerada como um dos marcos da arte conceitual, realiza a série Inserções em Circuitos Ideológicos. O artista intervém em sistemas de circulação de notas de dinheiro ou garrafas de coca-cola, para difundir anonimamente mensagens políticas durante a ditadura militar.

sábado, 6 de julho de 2013

ARTE

A arte está ligada à estética, porque é considerada uma faculdade ou ato pelo qual, trabalhando uma matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao se esforçar por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira. Na história da filosofia tentou se definir a arte como intuição, expressão, projeção, sublimação, evasão, etc. Aristóteles definiu a arte como a imitação da realidade, mas Bergson ou Proust a vêem como a exacerbação da atipicidade intrínseca ao real. Para Kant, a arte será aquela manifestação que produza uma "satisfação desinteressada".
À luz do Romantismo, do Vitalismo, da Fenomenologia, do Marxismo, surgem também outras e novas interpretações de "arte". A dificuldade de definir arte está na sua direta relação e dependência com a conjuntura histórica e cultural que a fazem surgir. E isso sucede porque ao se instaurar e estabilizar um novo "estilo", este rompe os sistemas e códigos estabelecidos.
Arte é um termo que vem do Latim, e significa técnica/habilidade. A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura, por ser arte rupestre, artesanato, arte da ciência, da religião e da tecnologia. Atualmente, arte é usada como a atividade artística ou o produto da atividade artística. A arte é uma criação humana com valores estéticos, como beleza, equilíbrio, harmonia, que representam um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras.
Para os povos primitivos, a arte, a religião e a ciência andavam juntas na figura, e originalmente a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.Para os gregos, havia a arte de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios.