segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FotoDmitry Spiros é um artista russo, quarentão, nascido em Tashkent, ex-república da União Soviética, no ano de 1971. Descendentes de pais gregos, é considerado um contemporâneo impressionista, fazendo muito bem o uso das cores, luzes e perspectivas. O pintor sofreu influência da escola francesa, mantendo sua mente em artistas como Van Gogh, Gauguin, Degas, Sisley, Renoir, Monet, e também os impressionistas russos dos séculos XIX e XX.
Seus temas variam entre paisagens, animais, naturezas mortas e retratos. Em 1993 depois de ter completado um período no Exército, estudou arte, graduando-se com honra após cinco anos. Mesmo durante o primeiro ano na escola, ele montou sua primeira exposição e vendeu várias obras com grande sucesso. Ao mesmo tempo, Dmitry também ensinou pintura e trabalhou como designer para a BAT (British American Tobacco) gigante do tabaco britânico e americano.
O pintor ainda fez carreira em Designer, trabalhou também para Nestlé desenvolvendo embalagens para chocolates  e fazendo design de embalagem para muitas empresas de alimentos russos. Spiros colaborou com a editora AGNI criando cartões postais e cartazes, muito deles decoram paredes de hospitais, escritórios e centros comerciais na cidade de Samara. A linha de produtos de souvenirs com base em suas telas foi produzida. Em 2008 viajou a Europa, muitas vezes a pé, com um cavalete por trás de seus ombros.
Tudo que vive, vê, e saboreia retrata em suas telas. Ruas tranquilas, fontes nas praças, aromas de especiarias diversas e o verão que se levanta boa parte do ano, sendo coberto por neve só alguns meses na sua cidade natal. A cidade de Leningrado, onde passou sua infância também está nos pinceis, com seus museus, parques e artistas, assim como a de Samara, onde morou entre 1998 e 2010. Desde 2011 o pintor reside em Cancún, no México. Suas pinturas fazem parte de coleções particulares em vários países.
*Os títulos das telas abaixo foram traduzidas do russo para o inglês para melhorar a compreensão das mesmas. / Sob uso do Google Tradutor.
A tela em moldura se chama Caribbean Sea, uma das paixões do artista. Amei! As cores estão esplêndidas, tal como a natureza do lugar.
1 Caribbean Sea


Bienal Internacional de Curitiba apresenta obras de Arte Indígena Contemporânea

O Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado na sexta-feira (9), tem representatividade na Bienal Internacional de Curitiba 2013. Uma das novidades é a mostra de arte indígena contemporânea com representantes de cinco etnias diferentes. O ianomâmi Sheroanawë Hakihiiwë (Venezuela), a wayuu Estercilia Simanca Pushaina (Colômbia), o zapoteca Baldomero Robles Menéndez (México), a maia Bella Flor Chanche The (México) e o apache Jason Lujan (Estados Unidos) utilizam meios diferentes como a pintura, o vídeo e a fotografia para se inserirem com naturalidade no espaço da arte atual.
Segundo o curador Ticio Escobar, “as obras em exposição no Museu Oscar Niemeyer mostram a arte indígena numa perspectiva contemporânea que supõe uma jogada arriscada e frutífera sem perder a potência dos seus imaginários nem a força de memórias alimentadas por seus próprios mundos”.
O artista apache Jason Lujan mostra o vídeo auto etnográfico “I look at indians I look at myself” que confronta os pressupostos de um documentário convencional, característica do trabalho de Lujan. Ele explora o significado de ser indígena numa cidade onde ao ser indígena o torna invisível. A mistura de processos digitais e convencionais lhe rendeu o Prêmio Bronze Remi Experimental de Melhor Filme & Vídeo Arte e o Prêmio Bronze Remi de Melhor Mídia Mixada/Curta Gerada por Computador. Seu trabalho já foi exibido no Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos.
Estercilía Simanca Pushaina nasceu na comunidade wayuu de El Paraíso, em La Guajira (Colômbia). Formada em direito, sua pesquisa trata dapreservação e reflexão sobre sua cultura. Como é o caso do documentário presente nesta Bienal, “Nacimos el 31 de diciembre” narrado pelo ancião Raspahierro e a própria artista que fazem pensar sobre a dignidade do seu povo ao expor a ação do Estado que trocou o nome dos indígenas por insultos. Entre suas obras se destacam “El encierro de una pequeña doncella” (2003) e “Manifiesta no saber firmar” (2004). Participou como palestrante em diversos encontros nacionais e internacionais de literatura indígena.
A obra do zapoteca Baldomero Robles Menéndez, exposta nesta Bienal, reflete a infância do artista. As fotografias premiadas foram feitas numa casa, onde fantasia e realidade se misturam numa atmosfera repleta de simbolismos. A ideia é vincular a cultura local com seu imaginário, o real e o fictício, a memória e o inconsciente. Sua obra já foi exibida na Universidade de Oregon e na Galeria Artshare (Los Angeles, EUA), além de outros espaços da Espanha, França e Cuba.
A maia Bella Flor Canche Teh utiliza a figura do jaguar (símbolo de obscuridade, fertilidade e poder na cultura maia) numa série fotográfica que revela o legado deixado pelos avós no momento de sua morte. As imagens tratam da transmissão do conhecimento, dos dons e da sabedoria que passa de geração a geração. Esta artista mexicana combina estudos em Antropologia Social e Linguística Indoamericana e Fotografia. Entre as principais exposições estão: “Metáforas de lua: tradição e modernidade na arte indígena” (México, 2011) e “Mulheres criadoras” (México, 2006/2007).
Por fim, o ianomâmi Sheroanawë Hakihiiwë mostra num papel feito à mão, com algodão e fibras a figura da grande serpente “Wathä-Oni”, tradicionalmente pintada no corpo e na cestaria indígena. Nascido na comunidade de Pori Pori (Alto Orinoco, Venezuela), aprendeu a trabalhar compapéis artesanais feitos com fibras nativas e busca resgatar a memória oral de seu povo através da publicação de livros. Estudou em Chicago e teve suas obras expostas no Museu de Belas Artes e na Galeria Oficina#1 (Caracas, Venezuela), no Centro Nacional das Artes na Cidade do México e na Universidade Intercultural de Michoacán (México).


Inhotim é um complexo museológico com sede em um campus de 97 ha, pontuado por uma série de pavilhões que abrigam obras de arte e por esculturas ao ar livre. O surgimento do Inhotim no cenário das instituições culturais brasileiras tem, desde o início, a missão de criar um acervo artístico e de definir estratégias museológicas que possibilitem o acesso da comunidade aos bens culturais. Nesse sentido, trata-se de aproximar o público de um relevante conjunto de obras, produzidas por artistas de diferentes partes do mundo, refletindo de forma atual sobre as questões da contemporaneidade.

Hoje, Inhotim é a única instituição brasileira que exibe continuamente um acervo de excelência internacional de arte contemporânea.

Graças a uma série de contextos específicos, Inhotim oferece um novo modelo distante daquele dos museus urbanos. A experiência do Inhotim está em grande parte associada ao desenvolvimento de uma relação espacial entre arte e paisagem, que possibilita aos artistas criarem e exibirem suas obras em condições únicas. O espectador é convidado a percorrer jardins, paisagens de florestas e ambientes rurais, perdendo-se entre lagos, trilhas, montanhas e vales, estabelecendo uma vivência ativa do espaço.

arte contemporânea

A arte contemporânea  é construída não mais necessariamente com o novo e o original, como ocorria no Modernismo e nos movimentos vanguardistas. Ela se caracteriza principalmente pela liberdade de atuação do artista, que não tem mais compromissos institucionais que o limitem, portanto pode exercer seu trabalho sem se preocupar em imprimir nas suas obras um determinado cunho religioso ou político.
Esta era da história da arte nasceu em meados do século XX e se estende até a atualidade, insinuando-se logo depois da Segunda Guerra Mundial. Este período traz consigo novos hábitos, diferentes concepções, a industrialização em massa, que imediatamente exerce profunda influência na pintura, nos movimentos literários, no universo ‘fashion’, na esfera cinematográfica, e nas demais vertentes artísticas. Esta tendência cultural com certeza emerge das vertiginosas transformações sociais ocorridas neste momento.
Os artistas passam a questionar a própria linguagem artística, a imagem em si, a qual subitamente dominou o dia-a-dia do mundo contemporâneo. Em uma atitude metalingüística, o criador se volta para a crítica de sua mesma obra e do material de que se vale para concebê-la, o arsenal imagético ao seu alcance.
Nos anos 60 a matéria gerada pelos novos artistas revela um caráter espacial, em plena era da viagem do Homem ao espaço, ao mesmo tempo em que abusa do vinil. Nos 70 a arte se diversifica, vários conceitos coexistem, entre eles a Op Art, que opta por uma arte geométrica; a Pop Art, inspirada nos ídolos desta época, na natureza celebrativa desta década – um de seus principais nomes é o do imortal Andy Warhol; o Expressionismo Abstrato; a Arte Conceitual; oMinimalismo; a Body Art; a Internet Street e a Art Street, a arte que se desenvolve nas ruas, influenciada pelo grafit e pelo movimento hip-hop. É na esteira das intensas transformações vigentes neste período que a arte contemporânea se consolida.
Ela realiza um mix de vários estilos, diversas escolas e técnicas. Não há uma mera contraposição entre a arte figurativa e a abstrata, pois dentro de cada uma destas categorias há inúmeras variantes. Enquanto alguns quadros se revelam rigidamente figurativos, outros a muito custo expressam as características do corpo de um homem, como a Marilyn Monroe  concebida por Willem de Kooning, em 1954. No seio das obras abstratas também se encontram diferentes concepções, dos traços ativos de Jackson Pollok à geometrização das criações de Mondrian. Outra vertente artística opta pelo caos, como a associação aleatória de jornais, selos e outros materiais na obra Imagem como um centro luminoso, produzida por Kurt Schwitters, em 1919.
Os artistas nunca tiveram tanta liberdade criadora, tão variados recursos materiais em suas mãos. As possibilidades e os caminhos são múltiplos, as inquietações mais profundas, o que permite à Arte Contemporânea ampliar seu espectro de atuação, pois ela não trabalha apenas com objetos concretos, mas principalmente com conceitos e atitudes. Refletirsobre a arte é muito mais importante que a própria arte em si, que agora já não é o objetivo final, mas sim um instrumento para que se possa meditar sobre os novos conteúdos impressos no cotidiano pelas velozes transformações vivenciadas no mundo atual.

sábado, 10 de agosto de 2013

Museu de História da Arte de Viena exibe exposição com temática de duetos

Reis e rainhas, direita e esquerda e as duas faces de uma mesma moeda constituem uma constelação de dualismos que a arte registrou durante séculos em diferentes suportes, e que o Museu de História da Arte em Viena recolhe agora em uma mostra intitulada "The Other Half" ("A Outra Metade").
Nesta ocasião, a galeria reúne cerca de 80 peças que percorrem um período de mais de 4.000 anos de história, desde o Antigo Egito até o Barroco, passando por Grécia, Roma e Constantinopla.
"O tema da exposição é dedicado à alucinante diversidade das representações de casais", assinala Sabine Haag, diretora-geral do museu, em um texto publicado pela própria pinacoteca.
Um par de pistolas, um par de armaduras, um par de anéis, um par de brincos, um par de sapatos, um par de esporas... Desde casais de quadros até quadros de casais, tudo nesta exposição remete ao duo e à outra metade.
Um dos temas mais clássicos vinculados ao conceito "casal" é, sem dúvida, o amor, por isso que a mostra apresenta vários objetos e imagens nas quais se pode ver duas pessoas apaixonadas, cenas do casamento e momentos da vida em comum.
É o caso dos bustos do rei espanhol Felipe III (1578-1621) e da rainha Margarida da Áustria (1584-1611), assim como também retratos do também hispânico Felipe, o Formoso (1478-1506) e sua irmã Margarida (1480-1530), filhos do Imperador Maximiliano I de Habsburgo (1459-1519).
Outro dos casais mais conhecidas é Adão e Eva, motivo religioso que ao longo dos séculos foi reinterpretado várias vezes e que o museu apresenta em suas diferentes fases: desde a vida no paraíso até a expulsão do Éden após ter comido o fruto proibido.
Além de temas bíblicos, a mostra também seleciona algumas obras de caráter mitológico, como a "Perseguição de Zeus a Ganímedes" (480 a.C.) e "Europa e o Touro" (330-320 a.C.), duas peças desenhadas sobre cerâmica grega.
No entanto, os casais não se reduzem apenas ao âmbito amoroso: irmãos, amigos, um artista e seu modelo, ou duas pessoas do mesmo sexo também têm cabimento nesta exibição.
Tradicionalmente, o ser humano sempre buscou sua outra metade para se sentir completo, ânsia que, como bem demonstra a famosa galeria de Viena, deixou uma ampla marca em todo tipo de manifestações artísticas.
Mas o duplo nem sempre implica harmonia ou equilíbrio.
Duas rãs enredadas em um furioso combate de esgrima, um par de escopetas para caçar e um encontro fictício entre os filósofos gregos Heráclito e Demócrito, pensadores descritos como opostos, constituem outro tipo de duplas menos convencionais.
Outra obra, intitulada "Velho e Moça" (1530-1540), do alemão Lucas Cranach, retrata a temática da luxúria com um casal desigual, onde um homem de avançada idade tenta seduzir uma jovem enquanto a presenteia com um anel de ouro.
"A cor e a forma (do quadro) são muito especiais, não se pode expressar a pintura com palavras porque, se não, ninguém a pintaria", declarou à Efe um artista que, além de ter visitado a exposição, copiava a obra "Ansegisus e Hl. Bega" (1612-1615) do grande mestre flamengo Peter Paul Rubens.
Esta mostra, organizada por dez conservadores da pinacoteca, faz parte da série "Intermezzo", com a que o museu seleciona diversas obras de todas suas coleções e as apresenta sob uma temática conjunta.
A exposição poderá ser visitada até o começo de setembro e, como "homenagem" a esta seleção de peças, o museu lançou uma tarifa especial para casais na qual podem ser adquiridos dois bônus anuais pelo preço de 55 euros.

Arte em revista: BC europeu vira 'museu do grafite'

Artistas de rua em Frankfurt estão se valendo da crise do euro como fonte de inspiração e utilizando a barreira de segurança em torno do Banco Central Europeu como suas telas.
Esse é um dos destaques do Artes em Revista, a revista semanal de cultura da BBC Brasil.
O projeto, ainda que apresente algumas obras irreverentes, como uma que mostra o presidente do BC europeu, Mario Draghi, cuspindo barras de ouro, conta com o apoio do banco.
A iniciativa está permitindo que artistas amadores e profissionais possam criar seus trabalhos até a conclusão das obras da nova sede do banco.
O programa traz ainda a inclusão de uma escultura de cera do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez ao acervo do Museu de Cera de Cuba, que agora estará lado a lado com nomes como o escritor Ernest Hemingway e o cantor Compay Segundo, do Buena Vista Social Club.
O Artes em Revista fala ainda sobre a edição ''turbinada'' do Festival de Bayreuth deste ano, o tradicional evento dedicado à obra do compositor alemão Richard Wagner. A edição de 2013 celebra o nascimento do compositor, com uma série de eventos.


E, por fim, cinéfilos belgas poderão conferir uma exposição com objetos que pertenceram ao acervo do cineasta italiano Michelangelo Antonioni.

Artista recria obras de arte famosas com pecinhas de plástico coloridas

Crianças e adultos criam cenários para batalhas imaginárias, odisséias espaciais ou a casa dos sonhos com pecinhas de plástico coloridas. Basta paciência e algumas centenas - ou milhares - de peças. Existe uma cultura em torno do brinquedo. Educadores e até artistas se rendem à mania de montar tudo o que a imaginação mandar com os tijolinhos.

O Busto de Nefertite, Van Gogh ou Gustav Klimt são alguns dos artistas que tiveram obras recriadas por Nathan Sawaya com pecinhas de várias cores. Mais de cem esculturas estão em cartaz na exposição ‘A Arte do Tijolo’, em Nova York.

O artista conta que usava meios tradicionais como argila e arame, mas um dia teve a ideia de trabalhar com os tijolinhos coloridos que tanto o divertiam na infância.

As crianças adoram, e o artista vibra com a idéia de apresentar um pedacinho da história para a garotada, por isso reproduziu obras de grandes mestres da pintura.

Link: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/08/artista-recria-obras-de-arte-famosas-com-pecinhas-de-plastico-coloridas.html