sexta-feira, 1 de março de 2013

Cientistas buscam restos do meteoro que cruzou o céu da Rússia



Cientistas buscam restos do meteoro 




que cruzou o céu da Rússia


Explosão teve a força de 30 bombas atômicas. Prejuízo calculado pelas autoridades russas é equivalente a R$ 70 milhões.

Cientistas na Rússia buscam pedaços do meteorito que se despedaçou ontem no céu sobre a Sibéria. A explosão teve a força de 30 bombas atômicas. E o número de feridos subiu neste                    sábado (16).
Ao todo, 24 mil pessoas trabalham na recuperação da região de Chelyabinsk, na Rússia. A onda de choque provocada pelo meteoro que cruzou o céu da região na manhã de sexta-feira (15) deixou mais de 4 mil prédios sem janelas. O problema é sério porque a temperatura média no inverno tem sido de -12ºC.
Um fragmento do meteoro abriu um rombo no gelo sobre um lago.
Vídeos amadores foram divulgados mostrando os momentos de terror vividos pela população. Primeiro, um clarão mais forte que a luz do sol, quando o objeto entrou na atmosfera. A intensidade da explosão foi equivalente a 30 vezes a da bomba atômica que arrasou Hiroxima, no Japão, na Segunda Guerra Mundial.
Minutos depois, a onda de choque arrancou janelas e portas e jogou pessoas longe. Mais de 1,2 mil ficaram feridas.
O prejuízo calculado pelas autoridades russas é de 1 bilhão de rublos, equivalente a R$ 70 milhões.
Nos Estados Unidos, o susto foi o bastante para um deputado federal da Comissão de Assuntos Espaciais propor a criação de um programa para proteger o planeta contra o impacto de corpos celestes.
O problema, segundo cientistas, é que corpos como o que passou sobre a Rússia dificilmente podem ser detectados com antecedência.
A Nasa, agência espacial americana, descreveu o objeto como um pequeno asteroide de 15 metros de diâmetro, pesando cerca de 7 mil toneladas. Ele entrou na atmosfera a uma velocidade 40 vezes maior que a da som e não poderia ter sido visto porque estava ofuscado, contra a luz do sol. O asteroide se desintegrou a 50 quilômetros da superfície da Terra, o que causou a luz intensa.
A última vez em que um fenômeno parecido foi registrado também foi sobre a Rússia, em 1908. A explosão incinerou dois mil quilômetros quadrados de floresta – uma área maior que a cidade de São Paulo.
Todos os dias, em média, 100 toneladas de corpos celestes caem do espaço. Um motorista na Califórnia fez um vídeo na madrugada deste sábado. Uma estrela cadente cruzando os céus da cidade de San Francisco foi vista por milhares de pessoas.
"É uma loucura", disse um rapaz.
Segundo os astrônomos, é um fenômeno comum. A bola de fogo resulta da desintegração do meteoro na atmosfera. O risco de alguém ser morto por um fragmento espacial, um meteorito, é ínfimo. O último caso comprovado aconteceu há mais de 80 ano

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